Soneto IV

Sondei meu mar por tantos tempos inexatos

isentos de começo ou fim – onde iniciaram-se os meus minutos?

Esperei no cume dos cimos até que o ar trouxesse a bruma ao meu palato.

Quando à boca chegou minha regressa umidade trouxe consigo a incontida rêmora de meus sentidos,

dotada com todos os direitos da água e das algas: aportou-me o longínquo navio de minhas verdades.

Logo, cada pegada pisada na areia foi relembrada e minha tristeza, inumerável companheira,

finalmente molhou os meus pés em sua glauca moldura de escumas como numa ultima sua despedida.

Relutei larga-la e segui então meu caminho pisando pedras submersas: a límpida profundidade do amor,

só tocada à partida.

Dayton "Blues" Diniz Jr ICQ UIN: 3192774 "Como todas las cosas están llenas de mi alma, emerges de las coas llenas del alma mía. Mariposa de sueño, te pareces a mi alma, y te pareces a la palabra melancolía." - Pablo Neruda

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