E eu respondo

E eu respondo.

 

“QUEM ME RESPONDERIA” do Demarko, fez – me lembrar de uma das nossas

conversas, onde ele me falou sobre figuras ilustres da história da

humanidade, entre elas Sócrates e Jesus Cristo, chamando-os de “exigentes”,

porque jamais fugiram aos seus objetivos, nunca aceitaram soluções fáceis,

para que não se perdessem os seus ensinamentos. Foi assim que eu entendi, me

corrija se necessário, acho até que o amigo poderia ser incluído na lista

dos exigentes.

 

Penso que sua preocupação é natural, considerando que é muito importante

saber como se é lido, quanto se é lido, e, mais precisamente por quem se é

lido.

 

Mesmo tendo consciência da sua capacidade, sabendo que realizou um excelente

trabalho, tem a coragem e a humildade de pedir publicamente a opinião do

leitor, enfrentando a diversidade do ser humano, e a variedade dos seus

gostos, certo que não agradará a todos.

 

É muito fácil escrever, difícil é agradar e se estabelecer como escritor,

sem objetivos definidos com seriedade, sem trabalho duro para que os mesmos

sejam atingidos e principalmente sem a fidelidade aos seus propósitos. Dizer

isso ao Demarko é como costumo definir, “chover no molhado”, ele certamente

definiria de maneira mais erudita, mais clássica, com a autoridade de quem

teve uma vida inteira dedicada a arte de escrever, seja com o objetivo

simplesmente literário, ou para defender seus clientes nos tribunais.

 

Quero portanto, deixar aqui registrada a minha resposta à sua pergunta .

Creio que mesmo falando somente por mim, refletirei o pensamento de pessoas

que não tem a mesma possibilidade.

 

Caríssimo, se deixo de manifestar a minha opinião, é porque não me acho

capaz de tanto, não possuo conhecimento técnico suficiente para tal, sou

leiga no assunto. Mesmo tendo o meu “imerecido”espaço aqui do seu lado ,

comparado ao seu trabalho, nada mais faço do que brincar com um brinquedo

novo, que a gentil editora dessa home me presenteou. Confessada a minha

ignorância sobre o assunto , sinto – me completamente à vontade para

responder-lhe como simples leitora, e, se você quer saber se gosto do seu

trabalho ,se me agrada o que faz, a minha resposta é sim. Poderia

perfeitamente usar mais uns dois ou três parágrafos para explicar o meu sim,

o que pareceria rasgação de seda, puxação de saco, e não é essa a minha

intenção, e acredito que não era também a sua quando fez tal indagação.

Amigo, seu trabalho é necessário, é importante. Vá em frente , e que Deus o

abençoe e ilumine , como sempre tem feito ......

 

Ana Alice ........ 24/07/2001



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